• Roberto S Inagaki

Comportamento: sem paciência...

O que os celulares estão fazendo conosco é o mesmo que os bipes faziam com os seus proprietários?

Caros leitores do blog Análise Crítica.


A nossa conversa é sobre um fato que presenciamos na rodinha da sala do café, o quanto estamos dependentes dos celulares.


Isto me fez lembrar dos famosos “pagers” que já é antigo, mas antigo mesmo eram os “bipes. Claro que muitos dos leitores desconhecem totalmente o que são estes dinossauros.

Explicarei brevemente. Eram aparelhos que alguns profissionais (médicos, socorristas, pessoal de manutenção, entre outros) usavam no cinto, era um pouco menor que um sabonete. Um número com três ou no máximo quatro dígitos aparecia no display. Este seria o ramal ou a central que o portador deveria ligar através de um telefone fixo, claro, ou de um orelhão com fichas. Nunca era um bom sinal, pelo contrário, era o som do bipe soar que o coração disparava.


Boa coisa com certeza não era. Havia até um estudo que dizia que pessoas que usavam estes aparelhos sofriam de ansiedade.


Naquela época isto se restringia a uma quantidade de pessoas infinitamente pequena. Atualmente os aparelhos celulares fazem esta função para “todos”, as exceções são os que não têm aparelhos celulares, acreditem conheço uma pessoa.


As pessoas na sala de café ficam sem paciência quando mandam uma mensagem por algum meio de comunicação do celular e não recebem uma pronta resposta. Pode ser uma mensagem por WhatsApp, uma publicação feita no Facebook, uma foto colocada no Instagram, uma conta feita que ainda não houve a confirmação, um agendamento em algum aplicativo sem resposta, uma atualização do currículo através do LinkedIn etc.


Estamos ficando sem paciência para nada.


Sou da época em que uma carta escrita colocada no correio demorava pelo menos três dias para chegar ao seu destino. Um exame clínico precisava de uma ligação ou de uma ida até o local somente para a marcação e finalmente o exame.


Queremos tudo para ontem, mesmo não precisando daquilo para ontem, ou sequer para anteontem.


Estamos acelerados para tudo! Vocês não acham? Quais serão as consequências para tal aceleração ou falta de paciência? Talvez resgatar os estudos dos bipes e pagers seja uma boa dica. Neste meio tempo tentem pisar no freio em que puderem... e sejam felizes.


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