• Roberto S Inagaki

Comportamento: Imparcialidade e Independência, será?

Há profissões em que a imparcialidade e a independência são requisitos mínimos, mas como é difícil ser todo o tempo e em todas as ocasiões.


Comportamento: Imparcialidade e Independência, será? é o post de Análise Crítica, blog de Roberto S. Inagaki

Caros leitores do blog Análise Crítica.


Imparcialidade e independência, como alguém que depende daquele contrato (projeto $$) ou cliente pode ser em todas as ocasiões os dois? Como não deixar o “TODO” poderoso CEO, CFO contrariado? Como dizer ao rei que ele está pelado, se ele se acha vestindo uma roupa maravilhosa que somente os inteligentes conseguem enxergar? Como tomar decisões imparciais mediante a tantas ameaças?


Para aqueles que têm dúvidas sobre o que vem a ser imparcialidade, recorramos a definição dada na ISO 17021-1 (requisitos para organismos que fornecem auditoria e certificação de sistemas de gestão): presença real e perceptível de objetividade (implica na ausência de conflito de interesses, objetividade, independência, ausência de tendências, não discriminação, neutralidade, equidade, mente aberta, justiça, desprendimento e equilíbrio).


Gostaria de saber quais dos leitores NUNCA tomaram decisões parciais.


Já se perguntaram quantas decisões vocês tomaram que foram “parciais”? Decisões parciais que não tiveram consequências que prejudicaram as pessoas ou qualquer parte. Pode ter sido aliás uma parcialidade que na sua concepção foi uma boa ação.


Será mesmo uma boa ação? Ou qualquer ação está sujeita ao “efeito borboleta*”? Todos sabemos as consequências a longo prazo das nossas decisões parciais?


Somos totalmente imparciais em relação a: nossos alunos, chefes, colaboradores, clientes, colegas, ações corretivas, apresentações, contratos, não conformidades, auditorias, fornecedores etc.?


O fato: é difícil ser totalmente imparcial todo o tempo, portanto devemos dormir bem com nossas parcialidades...


* Uma explicação breve: o bater de asas de uma simples borboleta poderia influenciar o curso natural das coisas e, assim, talvez provocar um tufão no outro lado do mundo.


Teste de imparcialidade:


1- Como consultor, um cliente pede indicação de certificadora. O que você faz:

A( ) apenas uma indicação – aquela do seu parente

B( ) apenas uma indicação – aquela em que seu amigo trabalha

C( ) duas indicações

D( ) três indicações


2- Como auditor, um cliente pede indicação de consultoria específica em estatística, você:

A( ) apenas uma indicação – aquela do seu parente

B( ) apenas uma indicação – aquela em que seu amigo trabalha

C( ) duas indicações

D( ) três indicações


3- Setor privado: como comprador você deve escolher um fornecedor considerando principalmente:

A( ) os brindes dados anteriormente

B( ) a indicação de colegas

C( ) o histórico dos fornecedores

D( ) o procedimento da organização


4- Setor público: como comprador você deve escolher um fornecedor considerando principalmente:

A( ) os brindes dados anteriormente

B( ) a indicação de colegas

C( ) o histórico dos fornecedores

D( ) a lei de licitações


5- Há erros propositais de engenharia que foram executados por seu amigo que o indicou para este emprego. Estes erros podem ocasionar perda de reputação da empresa em que vocês trabalham e um possível “recall”. Qual sua ação?

A( ) Ajuda a camuflar melhor os erros

B( ) Finge que não viu

C( ) Avisa ao diretor da engenharia

D( ) Avisa ao setor de “compliance”


A discussão sobre o teste será realizada entre os leitores, participe.


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